Estimular
a produção de hortas, aumentar o consumo de frutas, legumes e verduras e
restringir alimentos gordurosos são três ações do Plano de Educação
Alimentar e Nutricional apresentado nesta terça-feira, 18, para a
formação de hábitos alimentares saudáveis dos alunos das escolas
estaduais. “Vamos fortalecer práticas mais saudáveis e que vão agregar
na qualidade de vida dos estudantes”, afirmou o diretor de Apoio ao
Estudante da Secretaria da Educação, Osmar Matiola.
De acordo com pesquisa do programa Saúde na Escola, realizado com 2
mil alunos em escolas estaduais e municipais de Florianópolis, 25% dos
estudantes estão acima do peso e 10% já sofrem de obesidade. Apesar de
não possuir uma meta de reduzir esses números, o Plano de Educação
Alimentar prevê que as escolas programem no projeto pedagógico a visita
das equipes do programa Saúde na Escola para realizar o levantamento de
peso e altura dos alunos.
A ação deve começar a ser implantada na prática a partir do início do
próximo ano letivo. Os planos de gestão que estão sendo formulados
pelos candidatos a diretores escolares devem tratar da alimentação
escolar. A Secretaria da Educação também vai elaborar uma plataforma
virtual de conteúdo para o
treinamento dos profissionais. “Serão 20h de
aulas com os conceitos e mais 20h de prática nas escolas. Além disso, a
plataforma vai permitir a interação das escolas, com cada uma contando
as suas experiências para que as outras possam replicar”, explica
Matiola.
O diretor de Apoio ao Estudante afirma que o plano sistematiza as
práticas que a Secretaria da Educação já vem adotando para melhorar os
hábitos alimentares dos estudantes catarinenses. “Os embutidos, como a
salsicha, já foram abolidos há mais de dois anos. Os alunos adoravam
cachorro quente, mas como a salsicha possui teor de sódio muito alto
realizamos a troca pelo frango desfiado”, exemplifica. O biscoito
caseiro, peixe e arroz integral também foram alimentos mais saudáveis
que foram implantados nos últimos anos
O Plano de Educação Alimentar e Nutricional é uma parceria da
Secretaria da Educação com a Secretaria da Saúde, o Conselho Estadual de
Alimentação Escolar, o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação
(FNDE) e o Conselho Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional.

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