O Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade
Certa é um compromisso formal assumido pelos governos federal, do Distrito
Federal, dos estados e municípios de assegurar que todas as crianças estejam
alfabetizadas até os oito anos de idade, ao final do 3º ano do ensino
fundamental.
A orientadora de estudos Sandra Carvalho nos diz
que “de acordo com o programa, aos oito anos de idade, as crianças precisam ter
a compreensão do funcionamento do sistema de escrita; o domínio das
correspondências grafofônicas, mesmo que dominem poucas convenções ortográficas
irregulares e poucas regularidades que exijam conhecimentos morfológicos mais
complexos; a fluência de leitura e o domínio de estratégias de compreensão e de
produção de textos escritos. A partir do gráfico abaixo podemos compreender
melhor a realidade do analfabetismo em nosso país:
Segundo a Orientadora de Estudos Marilene
Corogodsky, no Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa, quatro
princípios centrais estão sendo
considerados ao longo do desenvolvimento do trabalho pedagógico:
1. o Sistema de Escrita Alfabética é complexo e exige um ensino sistemático e problematizador;
2. o desenvolvimento das capacidades de leitura e de produção de textos ocorre durante todo o processo de escolarização, mas deve ser iniciado logo no início da Educação Básica, garantindo acesso precoce a gêneros discursivos de circulação social e a situações de interação em que as crianças se reconheçam como protagonistas de suas próprias histórias;
3. conhecimentos oriundos das diferentes áreas podem e devem ser apropriados pelas crianças, de modo que elas possam ouvir, falar, ler, escrever sobre temas diversos e agir na sociedade;
4. a ludicidade e o cuidado com as crianças são condições básicas nos processos de ensino e de aprendizagem.
1. o Sistema de Escrita Alfabética é complexo e exige um ensino sistemático e problematizador;
2. o desenvolvimento das capacidades de leitura e de produção de textos ocorre durante todo o processo de escolarização, mas deve ser iniciado logo no início da Educação Básica, garantindo acesso precoce a gêneros discursivos de circulação social e a situações de interação em que as crianças se reconheçam como protagonistas de suas próprias histórias;
3. conhecimentos oriundos das diferentes áreas podem e devem ser apropriados pelas crianças, de modo que elas possam ouvir, falar, ler, escrever sobre temas diversos e agir na sociedade;
4. a ludicidade e o cuidado com as crianças são condições básicas nos processos de ensino e de aprendizagem.
Dentro dessa visão, a alfabetização é, sem dúvida, uma das prioridades
nacionais no contexto atual, pois o professor alfabetizador tem a função de
auxiliar na formação para o bom exercício da cidadania. Para exercer sua função
de forma plena é preciso ter clareza do que ensina e como ensina. Para isso,
não basta ser um reprodutor de métodos que objetivem apenas o domínio de um
código linguístico. É preciso ter clareza sobre qual concepção de alfabetização
está subjacente à sua prática.
Ao aderir ao Pacto, os entes governamentais se comprometem a:
- alfabetizar todas as crianças em língua portuguesa e em matemática;
- realizar avaliações anuais universais, aplicadas pelo INEP, junto aos concluintes do 3º ano do ensino fundamental;
- no caso dos estados, apoiar os municípios que tenham aderido às Ações do Pacto, para sua efetiva implementação.
A partir deste encontro as orientadoras irão se reunir com
as professoras-cursistas no dia 19 de outubro, dando continuidade aos seus
planejamentos, visando, alfabetizarem letrando, todas as nossas crianças, na idade certa.
| Orientadora de Estudo Sandra Carvalho |
| Prof Maira Kelling Machado da UFSC e Orientadora Marilene Corogodsky |
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