A formação adequada dos Professores é capaz de aumentar em um ponto o
Índice de Desenvolvimento da Educação básica (Ideb), revela um
indicador em desenvolvimento do Instituto Nacional de Estatísticas e
Pesquisas Educacionais (Inep) apresentado com exclusividade ao Estado.
Especialistas em Educação dizem que o dado só reforça a importância
do aperfeiçoamento dos Docentes, enquanto entidades de classe dos
Professores se dividem e se defendem sobre as limitações do profissional
em sala de aula. A ferramenta mostra que o Ideb médio das Escolas do
1.º ao 5.º ano em que entre 60% e 100% dos Docentes têm a formação
adequada para função é de 5,2. Naquelas em que até 40% dos Professores
estão nesta situação, a nota é de 4,2.
A diferença pode parecer pequena, mas o presidente do Inep, Francisco
Soares, lembra que o Brasil levou seis anos para avançar um ponto no
Ideb – de 4,2, em 2007, a 5,2, em 2013, nas séries iniciais.“Hoje nós
conhecemos o Professor. Pelo censo, que é feito como CPF do Professor,
podemos saber qual a formação, em que Escola ele está, há quanto tempo”,
diz. “Agora vamos poder associar os resultados com as políticas
públicas. Teremos condições efetivas de espalhar essa formação.” Hoje,
76,9% dos que dão aulas no Ensino fundamental têm Ensino superior
completo – 1,08 milhão de profissionais. São 982,9 mil os que têm
licenciatura. Os demais têm outros cursos não adequados à docência – 57 %
fizeram programas chamados de “complementação pedagógica”.
Professores adequados são aqueles licenciados que atuam em suas áreas
de formação – esse número final não foi compilado. Para chegar ao
indicador, o Inep cruzou dados do Censo da Educação básica com o Ideb
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