O
coordenador executivo de Negociação e Relações Funcionais, Decio
Vargas, apresentou ao Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sinte) na
tarde desta sexta-feira, 24, o novo desenho do plano de carreira do
magistério público estadual. O documento contempla as sugestões feitas
pelo Sinte nas rodadas anteriores e o aprimoramento da proposta do
Governo do Estado apresentada este ano.
O plano prevê a descompactação da tabela
salarial a partir do nível II (licenciatura curta); permanência do
nível médio e licenciatura curta na tabela salarial; manutenção da
vinculação do salário do professor ACT à tabela salarial; amplitude
horizontal de 50% para o nível III (licenciatura plena); diferença de
50% entre os níveis de licenciatura plena e médio (professor estável);
ampliação das possibilidades de avanço na carreira com a criação de duas
referências (H e I); gratificação de 15% para professor que atua nas
séries iniciais e educação especial e ingresso na última referência com
24 anos.
“Para a implementação do novo Plano de
Carreira é imprescindível fazer algumas ações como a incorporação das
gratificações de regência de classe e de atividade especializada de
magistério no percentual de 25%. Apresentamos a tabela de onde queremos
chegar e que garante ganhos entre 15 e 54% a todos os professores do
magistério catarinense”, afirma Vargas.
A instabilidade do cenário econômico
nacional e os limites de comprometimento da receita corrente líquida
(RCL) com despesas de pessoal estabelecidos pela Lei de Responsabilidade
Fiscal são fatores que diminuem a possibilidade de implementação do
plano ainda em 2015. De acordo com Vargas, outro ponto preocupante por
parte do Governo do Estado é a incerteza quanto aos reajustes futuros do
piso nacional do magistério. “Precisamos trabalhar com previsões
possíveis de serem cumpridas até o final do atual mandato, já que o
governador Raimundo Colombo não quer deixar pendências para o próximo
governo. Nosso objetivo é promover o necessário ajuste da carreira do
magistério público catarinense por meio da descompactação da tabela
salarial na medida do possível”, explica.
O Governo do Estado está finalizando a
análise do impacto financeiro do novo plano de carreira, visando dar
início ao processo de descompactação parcial da tabela salarial a partir
de 2016, projetando, até 2018, desembolso compatível com a capacidade
financeira do Tesouro do Estado. Os primeiros estudos preveem o
incremento de 8 bilhões na folha de pagamento do magistério em 5 anos.
Na próxima reunião agendada para terça-feira, 4, o Governo irá
apresentar as tabelas de 2016 a 2018 com os valores do início da
descompactação.
Plano de Carreira do Magistério catarinense atual X novo:
| Item |
Situação Atual
|
Novo Plano
|
| Níveis |
12
|
6
|
| Referências |
7
|
9
|
| Dif. Graduação médio* |
0%
|
30%
|
| Dif. Graduação médio** |
0%
|
50%
|
| Dif. Especialização médio |
14,5%
|
65%
|
| Dif. Mestrado médio |
27,3%
|
85%
|
| Dif. Doutorado médio |
40,5%
|
100%
|
| Amplitude da carreira |
64%
|
160%
|
Amplitude horizontal graduação
|
9,8%
|
50%
|
*Professor efetivo em estágio probatório e ACT habilitado
**Professor efetivo estável
|
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