Ao saber da decisão de os professores ministrarem aulas de 30
minutos, tomada em assembleia geral pelo Sindicato, Deschamps afirmou
que “isso fere as legislações estadual e federal, além de ir contra a
aprendizagem dos alunos”. A Secretaria da Educação irá tomar as medidas
administrativas cabíveis e o próprio Ministério Público poderá intervir a
pedido dos pais que identificarem prejuízo ao aprendizado dos seus
filhos.
O próximo passo da Secretaria da Educação deverá se reunir com o
grupo de trabalho do Sinte/SC. “Vamos apresentar o impacto das propostas
apresentadas por eles e na sequência apresentar as propostas algumas
sugestões que vieram dos roteiros pelo interior e que já começamos a
incorporar”, explicou o secretário.
De acordo com Deschamps, a não decretação da greve se deve às
conversas estabelecidas entre Secretaria da Educação e Sinte/SC e à
abertura para fazer as avaliações de impacto na carreira propostas pelo
sindicato. As aulas deverão ser mantidas normalmente para esta
quarta-feira, 11.
Nova Carreira
Pelo Estudo da Nova Carreira, o vencimento de um professor em início
de carreira começa em R$ 2.535,06, o que representa valor cerca de 30%
acima do estabelecido pela Lei do Piso. Comparando-se a tabela atual com
a do estudo, o professor com graduação em sala de aula recebia o
salário de R$ 1,6 mil em 2010, enquanto hoje recebe R$ 2,5 mil e pela
nova proposta receberá R$ 3,7 mil. “Estamos avançando muito nesse
processo”, conclui Deschamps.
A regência de classe, que 98% dos profissionais da educação recebem,
será incorporada ao vencimento e será criada uma nova gratificação para
incentivar os professores que atuam em sala de aula. O valor varia de R$
254,61 a R$ 404,22 por mês de acordo com a especialidade do
profissional. “O valor da gratificação pertence à classe, então vai
ganhar quem ministrar a aula. Isso tende a deixar os alunos com as aulas
normalmente”, explica Deschamps.
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